Texto publicado no Notícias do Norte:
«Acidentes em São Vicente: excesso de velocidade e álcool combinam com mortes e desgraça
O excesso de álcool, a velocidade excessiva e insegurança na condução rodoviária definem o panorama dos acidentes em São Vicente. Atrás vai ficando um rastro de mortes, feridos, lágrimas e desgraças
Os condutores em São Vicente teimam em fazer das estradas pistas de corrida, ou andam de olhos fechados pela cidade do Mindelo. Em qualquer lado mora o perigo de um iminente acidente por culpa daqueles que não aprenderam as regras de trânsito e condução defensiva.
Nos pavimentos das ruas de Mindelo encontramos marcas de acidentes, bem como nas estradas de acesso a Baia da Gatas, São Pedro ou Calhau. Segundo Micaela Évora “o excesso de velocidade e o consumo de bebidas alcoólicas são as principais causas dos acidentes em São Vicente. Quem está ao volante não se preocupa com o resto dos cidadãos e procura fazer das suas nas estradas de São Vicente. E por vezes tais situações terminam de forma lamentável com mortes e feridas que ficam por toda a vida”.
Para alguns condutores conduzir implica pensar no outro, ou seja é preciso uma condução segura fora ou dentro das localidades como explica João e Luís ambos com cerca de 20 anos nas andanças da condução.
Os dois condutores afirmam que “é preciso uma revisão dos regulamentos para fazer um exame de condução. Pois em alguns casos há cidadãos que tiram a carta para satisfazer os vícios da condução. Pela nossa cidade todos os dias vemos condutores negligentes nas ruas. È preciso bom senso e pensar na segurança das outras pessoas, ou senão uma punição por parte das autoridades aos condutores negligentes”.
Corridas e manobras perigosas
Por vezes há acidentes que acontecem por um simples descuido de quem está ao volante. Ou porque se esqueceu de dar prioridade a outro veículo, ou por ter embatido na parte traseira de outra viatura, ou numa moto. Mas nos últimos meses outros fenómenos são apontados como causas dos acidentes em São Vicente.
Para Vagner Lopes para além da negligência há outros factores “há cidadãos que fazem corridas de carros e motas em São Vicente e já houve acidentes nestas circunstâncias. Prova disso foi o acidente que envolveu dois motociclistas na estrada de São Pedro em 2008 e o carro que aterrou na Laginha. “.
A percepção de Vagner é partilhada por Natércio, guarda-nocturno “Já assisti a acidentes com choques de viaturas entre si, em alguns postes de iluminação, árvores ou protecção das rotundas tudo por causa de manobras perigosas. È preciso uma fiscalização por parte das DGTR e PN, pois existem condutores loucos na ilha de São Vicente. Por serem proprietários das suas viaturas ou motos pensam que são proprietários das estradas”.
Mortes e medo depois dos acidentes
Os números das estatísticas da PN em relação a sinistralidades nas estradas de São Vicente não param de crescer. Em cada acidente há uma história para contar, como a desatenção e choque ligeiro de viatura ou motos… ou negligência de quem está ao volante e acabou por ceifar a vida de outras pessoas e deixou outras com sequelas.
Para Edson Costa é duro relembrar o dia em que perdeu dois amigos num acidente de viação na estrada do Calhau. Edson afirma que “ a negligência do condutor da viatura provocou a morte dos meus amigos. Isso leva a pensar que é necessário uma nova postura por parte das escolas de condução e da direcção geral transportes rodoviários. Pois há pessoas que passaram pelo exame, mas não sabem as regras de condução”.
Pedro Santos vai mais longe e afirma que “as pessoas que escaparam de um acidente ficaram com um trauma e com certeza nunca mais irão aventurar-se numa viagem de carro ou moto. No meu caso há condutores em São Vicente que não confio na sua condução e procuro evitar que meus familiares viajam na companhia desses indivíduos”.»
O autor do texto esqueceu-se de mencionar que as empresas de transportes públicos só contratam condutores que tenham um certificados passados pela FIA que os atesta como bons pilotos de Fórmula 1. A Unidade de Transe (seria de transito se o justificassem) ocupa o seu lugar de mero espectador com lugares grátis e momentos de gaúdio com as manobras mirabolantes de alguns (ou quase todos) taxistas. Papam os traços contínuos, fazem inversões de marcha só em locais proíbidos, param se lhes dá na gana, às vezes, uns ao lado dos outros. Gincana citadina, com direito a umas subidas no passeio quando precisam de ultrapassar um automóvel em manobras de estacionamento numa destas muitas ruas estreitas do Mindelo.
Esqueceu-se, o autor, de que os ditos polícias de transe agora organizam corridas para o seu bel-prazer, em plena Av. Prof. Alberto Leite. É um corropio de carros e motos (estes a fazer cavalinhos, a qualquer hora do dia) para deleite dos ditos da PN. De madrugada, há um agente, munido de bandeirinha, à porta do comando da PN, a sinalizar o arranque das corridas. Meta: areia da Laginha. Segurança dos transeuntes?? Ora!! Não saíssem de casa, bolas! Os estudantes da Escola Técnica?? Ora!! Escola para quê??
E, se o autor do texto menciona segurança nas estradas mindelenses, por lapso, esqueceu-se de falar dos ciclistas que inventaram um novo código de estrada que prevê igualdade de circunstâncias entre automóveis e velocípedes sem motor. Prioridade obrigatória em caso de cruzamento ou quando circulam em rotundas. Ouvi dizer que a PN (Unidade de Transe) encomendou os exemplares todos por que têm de, acima de tudo, fazer cumprir as leis. Já encomendei um exemplar para ver o que diz sobre os pilotos profissionais de patins.
Segurança é palavra estrangeira de língua morta por estes lados.
Quanto à PN (Unidade de Transe) não fossem as esporádicas e facciosas operações stop e poderíamos afirmar, sem margem de erro, que estão definitivamente em transito para uma hipnose eterna.

Sem comentários:
Enviar um comentário